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Fazendários apoiam propostas do Sindicato

Autor: Andréa Pessoa
Data de publicação: 08/11/2017



Na terceira assembleia geral extraordinária, realizada na terça-feira (07/11), os Fazendários do Recife resolveram, de forma unânime, apoiar a proposta do Afrem Sindical. A categoria aceitou as quatro ações, a serem definidas pelo Sindicato em momento oportuno, que são: o uso de camisas pretas em protesto; operação padrão; pedido de informações à Prefeitura por meio da pela Lei de Acesso à Informação (LAI); e análises de informações e posterior divulgação. A qualquer momento, o sindicato marcará assembleias de urgência.

 

“Mais uma vez os fazendários do Recife resolveram manter a unidade e confiar na gestão do sindicato. Nem mesmo uma reposição salarial pedimos à administração municipal. O que queremos é um tratamento igualitário com relação aos procuradores, conforme foi assegurado anteriormente. Essa regra já existe há décadas. Queremos apenas o cumprimento da regra. É uma questão de isonomia”, relatou o presidente do Afrem Sindical, Fábio Macêdo.

O presidente explica que tinha acordado com o governo que até determinado patamar os auditores iriam entender a situação dos procuradores, mas houve flexibilização das metas, o que não foi ofertado aos auditores. “Passamos vários anos em dificuldades, sem atingir as metas, porque elas são atualizadas. As nossas metas de 2017 levam em consideração a arrecadação de períodos antes da grave crise econômica. Em nenhum momento foram flexibilizadas para os auditores. O que queremos é só o tratamento isonômico entre as duas categorias”.

 

Macêdo informou que além de incorporar uma importante parcela de uma verba variável em outra que depende só da atuação dos procuradores, semelhante a que tem os auditores na sua produtividade fiscal, houve a flexibilização para eles voltarem a receber de forma mais fácil do que eles recebiam antes. Enquanto isso, os auditores não tiveram nada.

 

Ele explicou também que quando há uma ação eventual de ingresso de recurso, os auditores podem vir a receber, mas no ano seguinte isso não mais acontece e as metas são elevadas. “Em 2017 a gente deve arrecadar a mais R$ 100 milhões de tributos imobiliários e são receitas permanentes. Não foi ação conjuntural e nem por isso recebemos algo. Estamos sofrendo os reflexos de algumas ações que beneficiaram até os procuradores, como a cobrança da dívida ativa de anos anteriores, que reflete nas metas dos auditores de forma atualizada, e hoje está comprometendo para alcançarmos isso, como também a questão da crise econômica. Na regra atual, um procurador de início de carreira ganha mais que um auditor de final de carreira. Tudo ficou mais fácil para eles”.