Em PE, o Afrem Sindical apoiou a manifestação dos auditores da Receita

Em protesto nacional, auditores fiscais de todo o país participaram, no dia 21/8, em diversas cidades brasileiras, do Dia Nacional do Luto, ato público contra as inúmeras tentativas de cercear o trabalho da classe e do órgão. O evento foi organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco Nacional).

Para o presidente do Sindifisco da Delegacia Sindical em Recife, Dauzley Marques de Miranda, o Dia do Luto em defesa da Receita e dos Fiscos reuniu auditores da Receita Federal, do município do Recife e da Fazenda estadual. “Todos os auditores estão contra a ingerência nas atividades de um órgão de Estado. Ninguém está acima da Lei. O princípio da impessoalidade é fundamental na atividade do fisco”.

Em Recife, o Sindicato dos Fazendários do Recife apoiou a manifestação, que aconteceu na Delegacia da Receita, no Recife Antigo. “Nesse momento de ameaças ao fisco federal, entendemos ser fundamental a união dos demais fiscos para evitar que ingerências externas comprometam o combate à corrupção e à sonegação de tributos, afetando os mais pobres que dependem dos serviços públicos essenciais”, explica Fábio Macêdo, presidente do Afrem Sindical.

Nacional - Em Brasília, mais de 100 Auditores participaram do protesto, que ocorreu em frente ao Ministério da Economia e, depois, no Senado Federal. Ao fim da manifestação, a Direção Nacional do Sindifisco protocolou uma Carta ao Senado, ao lado de nove senadores, solicitando apoio do Parlamento. O documento foi lido, na tribuna, pelo senador Álvaro Dias.

Um dos pontos destacado durante a manifestação foi a determinação do Tribunal de Contas da União, solicitando que a Receita apresente nome e matrícula dos Auditores que, nos últimos cinco anos, atuaram na fiscalização de altas autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo. “Essa decisão é instrumento de constrangimento e intimidação”, explicou o presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral. Na semana passada, o Senado aprovou um requerimento cobrando do TCU explicações sobre o processo.

O presidente do Sindifisco falou ainda sobre o receio da classe em relação a uma possível transformação da Receita em autarquia. “Sabemos que, num momento de ataque, qualquer mudança será uma estratégia para diminuir o órgão, blindar determinadas pessoas e interesses da atuação dos auditores. Não é verdade que seria para blindar a Receita de interferência política. Se o governo não quer interferência, basta ele mesmo não interferir”, argumentou.

 

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Redação: Andréa Pessoa, com informações do Sindifisco Nacional

Imagem: Banco de Imagem Afrem Sindical

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